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"Superimunidade à Covid não é tão rara", diz geneticista Mayana Zatz

"Superimunidade à Covid não é tão rara", diz geneticista Mayana Zatz

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Metrópoles | Bethânia Nunes
05/06/2021 

Você conhece alguma pessoa que, mesmo tendo contato muito próximo com um paciente da Covid-19 no último ano, não foi infectada pelo novo coronavírus? Talvez ela seja o que os cientistas chamam de “superimune”. A condição vem sendo associada a genes específicos que parecem oferecer uma proteção robusta a alguns indivíduos.

A geneticista Mayana Zatz, diretora do Centro de Estudos em Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP) está à frente de um dos estudos mais promissores sobre o tema no Brasil e afirma que a superimunidade pode ser mais comum do que se imagina.

Ao estudar o material genético de 86 casais em que apenas um dos companheiros desenvolveu a doença, a equipe liderada por ela observou a repetição de dois genes nas pessoas “resistentes”. “Para a nossa surpresa, nós vimos que não é nada raro”, disse Mayana.

Em entrevista ao Metrópoles, a professora do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências (IB) da USP conta detalhes sobre a pesquisa e as descobertas feitas até aqui. Ela também detalha um estudo paralelo com centenários, que busca esclarecer porque alguns idosos – o grupo etário é um dos mais vulneráveis à doença – se recuperam bem ou que sequer sofrem a infecção quando são expostos ao coronavírus.

 

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