Atrofias espinhais progressivas

Genética da doença: 

As AEPs apresentam padrão de herança autossômico recessivo e são causadas por mutações no gene SMN1 (Survival Motor Neuron 1), localizado no cromossomo 5. Aproximadamente 98% dos pais de pacientes afetados são portadores de uma mutação em SMN1. Embora uma única mutação neste genenão seja suficiente para determinar a manifestação da doença, o aconselhamento genético é importante, pois o risco de que esse casal tenha outra criança afetada pode ser de até 25%. Para os casais que tiveram uma criança com AEP na qual foram identificadas mutações no gene SMN1, é possível oferecer o diagnóstico pré-natal em uma futura gravidez, que indicará se o feto é ou não portador da doença.

 

Quadro Clínico: 

As atrofias espinhais progressivas são caracterizadas por atrofia e fraqueza musculares, decorrentes da degeneração dos neurônios motores. Essa fraqueza muscular é progressiva e simétrica, podendo ter início logo após o nascimento (AEP tipo I ou doença de Werdnig-Hoffmann), durante a infância (AEP tipo II) ou na adolescência/ início da idade adulta (AEP tipo III). 

Consulta / Contato: 

Consultas e/ou exames devem ser agendados no CEGH pelo telefone (11) 3091.7966 ou (11) 3091.0878. 

Teste Genético: 

Análise das deleções mais frequentes (éxons 7 e 8) do gene SMN1 por MLPA (Multiplex Ligation-dependent Probe Amplification). Este método possibilita a detecção de deleções presentes nos afetados, tanto do gene SMN1 como do SMN2 (uma segunda cópia do geneSMN1, que difere do primeiro por poucos nucleotídeos). Esta mesma metodologia permite confirmar a presença de deleção em apenas um dos cromossomos 5, situação comum entre os pais de afetados por AEP. Isso é particularmente importante quando a criança afetada já faleceu sem diagnóstico molecular. O MLPA não detecta mutações de ponto e a sensibilidade do teste é de aproximadamente 95%.

Obs.: A análise molecular do gene SMN1 tem se mostrado extremamente importante para a confirmação do diagnóstico clínico e para diferenciar a Atrofia Espinhal Progressiva de outras anomalias musculares, sem necessidade de exames mais invasivos ou traumáticos, como a biópsia muscular ou a eletromiografia.