Ataxias espinocerebelares

Genética da doença: 

Há pelo menos 30 formas conhecidas de SCAs e diversos genes associados a elas já foram identificados. Isto possibilita a confirmação do diagnóstico clínico por meio de testes genéticos. A forma mais comum de SCA na população brasileira é a chamada SCA3, também conhecida como doença de Machado-Joseph (MJD). As SCAs 1, 2, 3 e 6 são as mais frequentes na população mundial. A alteração genética associada a estas formas de ataxia é a expansão de trinucleotídeos CAG nos genes ATXN1 (SCA1), ATXN2 (SCA2), ATXN3 (SCA3) ou CACNA1A (SCA6). Para cada gene existe um limite superior de repetições CAG que estão dentro da normalidade (alelos normais) e um número mínimo de repetições CAG que estão associadas a quadro clínico (alelos expandidos). A ausência de um alelo expandido em indivíduos com quadro clínico de ataxia espinocerebelar não permite afastar completamente o diagnóstico, pois apenas essas quatro formas são testadas no CEGH.

O padrão de herança das SCAs é o autossômico dominante e, portanto, os descendentes de indivíduos portadores da mutação patogênica têm risco de 50% de herdar a alteração genética. Embora a realização dos testes moleculares seja importante para a confirmação do diagnóstico clínico em pacientes que já manifestam a doença, o benefício do exame para indivíduos assintomáticos, parentes adultos de afetados, deve ser analisado individualmente em entrevista com um geneticista. É norma do laboratório não realizar este exame em crianças assintomáticas. 

 

Quadro Clínico: 

As ataxias espinocerebelares (SCAs) constituem um grupo de doenças genéticas neurodegenerativas, em geral de início tardio, com grande variabilidade clínica, caracterizadas pela perda progressiva de coordenação da marcha. Além disto, estão geralmente associadas à coordenação deficiente dos movimentos da mão, dos movimentos dos olhos e da fala. O início de aparecimento dos sintomas pode variar dependendo da alteração genética encontrada, mas geralmente ocorre a partir da terceira década.

 

Consulta / Contato: 

O paciente deve, preferencialmente, passar por uma avaliação clínica com os médicos do CEGH. O agendamento pode ser feito pelo telefone (11) 3091.7966 ou 3091.0878.

Quando não for possível a vinda do paciente ao CEGH, o médico deverá entrar em contato com o CEGH antes de encaminhar o pedido, para que sejam enviadas as instruções e o termo de consentimento e responsabilidade. Este último deverá estar assinado pelo médico solicitante e pelo paciente, ou pelos pais do paciente, em caso de menores com sintomas.

 

Teste Genético: 

Análise do número de repetições CAG dos genes ATXN1 (SCA1), ATXN2 (SCA2), ATXN3 (SCA3) e CACNA1A (SCA6). O método utilizado não detecta mutações de ponto nem expansões maiores do que 100 repetições (tais grandes expansões têm frequência inferior a 1%). Para cada uma das formas, a sensibilidade do teste é superior a 98%.

 

 

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