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30.03.2015

O Professor Marc Peschanski realizará o seminário “Cell therapies at l-Stem, ongoing programs and strategic considerations” no próximo dia 7 de abril às 11 horas. No período da tarde haverá discussão com os alunos interessados. 

O Professor Marc Peschanski é biológo e neurofisiologista, Diretor de pesquisa no Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica (INSERM). Especialista das doenças neurodegenerativas, é Diretor científico do Instituto I-Stem (Instituto das Células-tronco para o Tratamiento e o Estudo das Doenças Monogênicas) Criado em 2005 pela Associação francesa contra as Miopatias (AFMTéléthon) e o Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica (INSERM), o I-Stem conta hoje com 80 pesquisadores, engenheiros e técnicos divididos em cerca de dez equipes de pesquisas em terapia contra as doenças genéticas.  

 

26.03.2015

Quando Jolie extraiu as mamas, muitas pacientes com câncer mamário procuraram os médicos para saber sobre os testes.

No último dia 24 de março, alguns jornais publicaram que a atriz e cineasta Angelina  Jolie retirou os ovários e as trompas.  O motivo da sua decisão foi um teste genético feito anos atrás e que apontava uma mutação no gene BRCA1, cuja a função é impedir o surgimento de tumores através de reparos no DNA, mas quando danificado age de forma contrária. 
Sobre esta notícia, foi   publicado no jornal o Estado de S.Paulo hoje,  dia 27 de março, a  seguinte nota da geneticista Mayana Zatz:

"Angelina Jolie reabre  o debate sobre o câncer de mama e ovário. Sua decisão de retirar os ovários e trompas foi correta? A questão é:  Quem deve ser testado? O câncer de mama atinge 1 em cada 10 mulheres e 90% dos casos não são hereditários. Por isso, só recomendamos o teste para mulheres com história familiar de câncer de mama ( como o caso de Angelina Jolie) ou com câncer muito precoce ( antes dos 40 anos). Esse e outros testes genéticos deveriam ser cobertos pelo SUS.  Poder prevenir o aparecimento de um câncer, além de evitar  a morte precoce de pessoas portadoras de mutações, traria uma economia gigantesca em custos hospitalares. Enquanto isso não ocorre, o Centro do genoma Humano da USP oferece os testes genéticos para várias  formas de câncer hereditário pelo preço de custo dos reagentes. "

Mayana Zatz
Professora titular de Genética
Coordenadora - Centro do Genoma Humano e células-tronco (CEGH-CEL)
Universidade de S. Paulo
Email:mayazatz@usp.br

24.03.2015

Não é a cura, a reabilitação  dos movimentos em que está envolvida a vida e o filme de Stephen. O centro de tudo é o tempo. 

 

 

A Teoria de Tudo

*Isabela Anequini

 

O emocionante filme sobre a vida de Stephen Hawking,  físico e cosmólogo britânico, extrapola a comoção pela história da sua doença ou pelos envolvimentos amorosos, encontros e desencontros.

A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença progressiva, crônico-degenerativa, sem cura, na qual há perda progressiva dos movimentos, iniciando pelas mãos e pés e progredindo até atingir a musculatura respiratória, a fala e a capacidade de engolir alimentos. Poucas funções são preservadas, como os movimentos dos olhos, o controle urinário, a função sexual e a capacidade de raciocinar.

No filme, a interpretação de Eddie Redmayne é perfeita. Os objetos caindo das mãos, os tropeços, a escrita tremida, a alteração gradual da fala, a perda dos movimentos, a fraqueza em sustentar a cabeça, os engasgos, a dependência de terceiros para realizar atividades simples e até os pequenos tremores são sinais legítimos de uma doença devastadora que é culminada com o diagnóstico e o prognóstico fatídico de uma sobrevida média de dois anos.

A doença é, exatamente, um “banho de água fria” como mostrou a campanha “O desafio do balde de gelo”, proposta no ano passado pela ALS Association (uma organização americana sem fins lucrativos para pesquisa da esclerose lateral amiotrófica). Tal campanha foi replicada no mundo inteiro, inclusive no Brasil, infelizmente por vezes de maneira inconsciente tomada apenas pelo impulso das redes sociais.

Por trás da genialidade de um cientista, Hawking, que desenvolveu os teoremas de singularidade e a radiação e que estava determinado a provar tudo com uma única equação, está a singularidade de alguém que combate a doença de uma maneira um tanto quanto incomum. Não é a busca pela cura, pela reabilitação ou pelos retornos dos movimentos em que está envolvida a vida e o filme de Stephen. O centro de tudo é o Tempo. Justamente Hawking, que foi fadado a não ter mais que dois anos de vida; aceitou o desafio de escrever Uma Breve História do Tempo, um best-seller de conteúdo científico, mas pleno de significados.

O cientista desenvolveu a teoria moderna acerca dos buracos negros e depois a colocou em cheque confirmando a dificuldade de previsão do tempo na Terra e afirmando que “[...] O desejo profundo da humanidade pelo conhecimento é justificativa suficiente para a nossa busca contínua”. Mais que a Teoria de Tudo, é a Teoria da Vida.

 
Isabela Anequini é fisioterapeuta do Centro de Estudos do Genoma Humano/USP.

 

Fonte: Instituto de Psicanálise Lacaniana
http://www.ipla.com.br/editorias/saude/a-teoria-de-tudo.html

 

24/03/2015

 

 

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