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Dra. Mayana Zatz
Professora Titular
Laboratório de Doenças Neuromusculares


Coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano

Diretora Presidente da Associação Brasileira de Distrofia Muscular

Pró-Reitora de Pesquisa da USP

Bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo

Mestrado e Doutorado em Genética no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo

Pós-doutorado em Genética Médica e Humana na University of Califórnia, Estados Unidos

Telefone: (055)(011) 3091-7563 e 3091-7581
Fax: (055)(011) 3091-7419

e-mail: mayazatz@usp.br

Currículo Lattes

Endereço:
Universidade de São Paulo
Instituto de Biociências
Centro de Estudos do Genoma Humano
Laboratório de Doenças Neuromusculares
Rua do Matão, 106
São Paulo - SP
CEP 05508-900

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O laboratório de doenças neuromusculares da Dra. Mayana Zatz começou a funcionar em 1977, época em que essas doenças ainda eram pouco conhecidas. O interesse pelo assunto surgiu a partir de seu contato com o Dr. Oswaldo Frota Pessoa (seu orientador de mestrado e doutorado), e do contato com os pacientes no atendimento do serviço de aconselhamento genético. Atualmente, o grupo tem como uma de suas principais linhas de pesquisa a variabilidade clínica das doenças neuromusculares: investiga-se porque uma mutação, muitas vezes dentro de uma mesma família, pode gerar quadros clínicos tão diferentes, desde assintomáticos até graves. Eles acreditam que compreender como e porquê alguns são assintomáticos deverá indicar caminhos para novos tratamentos.

A entrada do laboratório na era molecular, na década de 1980, só foi possível graças à colaboração da Dra. Maria Rita Passos-Bueno - que trouxe, da Inglaterra, novas técnicas de Biologia Molecular - e da Dra. Mariz Vainzof, que ajudou na implantação das técnicas de análise protéica. Formou-se então, uma equipe capacitada para estudar os pacientes desde o gene até a proteína. Nesse período, foram identificados seis genes, entre eles os DMC2f, DMC2g e DMC1g; tipos diferentes de distrofias de cintura, o ALS8, forma dominante de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença neuromuscular; um gene para uma nova forma de atrofia espinhal e o gene de uma nova síndrome, a SPOAN (spastic paraplegy, optic atrophy and neuropathy).

Outra importante linha de trabalho do laboratório é o potencial de aplicação de células-tronco para a formação de músculo, onde se vislumbra um futuro tratamento para distrofia muscular. Células-tronco de diversas origens - como cordão umbilical, tecido adiposo e polpa dentária – são injetadas em camundongos e cachorros para verificar o potencial de transformação em cada caso. O trabalho com os cachorros tem a colaboração da Dra. Maria Angélica Miglino, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo. Um dos maiores desafios é controlar o processo de diferenciação, para que, uma vez injetadas no organismo, as células-tronco se transformem apenas em músculo. Outro desafio é o hoaming, quer dizer, descobrir a via de acesso para que a célula chegue ao músculo, seja por injeção local, ou sistêmica; por veia ou artéria. Por fim, tenta-se ainda descobrir os melhores protocolos de imunossupressão para que não ocorra rejeição.

A hipótese de que a inibição do hormônio de crescimento possa beneficiar pacientes portadores de distrofia muscular também vem sendo testada. Ela surgiu na década de 1980, quando um paciente com deficiência de hormônio de crescimento apresentou um quadro de distrofia de Duchenne relativamente benigna.

No caso da distrofia muscular, a atuação de Mayana Zatz não se limita à investigação científica e aconselhamento genético: em 1981, fundou a Associação Brasileira de Distrofia Muscular (Abdim), entidade que busca melhorar a condição de vida dos portadores da doença. Está desenvolvendo também, um projeto com o médico psicanalista Dr. Jorge Forbes e a equipe do Instituto da Psicanálise Lacaniana, cujo objetivo é auxiliar, com métodos terapêuticos, a pessoa afetada a reinventar uma maneira de viver, apesar da doença.

Em 2006, Dra. Mayana assumiu a pró-reitoria de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP). Seus objetivos principais são pressionar o governo a agilizar importações - um grande gargalo na pesquisa brasileira – e propor uma lei de incentivo à pesquisa. Outro projeto, na área educacional, é abrir os laboratórios da USP para alunos do Ensino Médio: estágio de um ano, com auxílio bolsa, funcionaria como uma pré-iniciação científica. A idéia é favorecer o desenvolvimento do raciocínio científico e facilitar o acesso dos alunos da escola pública à Universidade.

 

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