Peter Lees Pearson

Peter Lees Pearson

Formado pela Universidade de Liverpool em 1962, com PhD em Genética pela Universidade de Durham (1965). Nos anos seguintes, voltou-se para a pesquisa médica e o estudo de cromossomos humanos, tendo trabalhado na Universidade de Oxford, com apoio do British Medical Research Council. Durante esse tempo fez contribuições fundamentais para a análise do cromossomo humano, tendo sido um dos signatários do sistema internacional de nomenclatura dos cromossomos humanos, estabelecido em Paris em 1971 e 1973.Em 1972, mudou-se para a Escola Médica de Leiden, na Holanda, onde estabeleceu um novo grupo de citogenética clínica e envolveu-se no projeto de mapeamento de genes usando células somáticas híbridas e hibridização in situ.

Nesse período, ajudou a estabelecer os serviços de genética integrados ao sistema de saúde holandês, que permanece até hoje como um modelo à população. No final da década de 1980, tornou-se coordenador do comitê holandês que projetou e implementou o banco de dados que traça a distribuição de doenças genéticas no serviço de atendimento à saúde na Holanda. Na época, também criou o grupo de pesquisa neuromuscular de Leiden.

De 1981 a 1987, foi vice-coordenador da Fundação de Pesquisa Médica da Holanda e representante daquele país na área de pesquisa médica da Comunidade Europeia e coordenador do Comitê do Genoma da União Europeia. Em 1989, transferiu-se para a Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, onde dirigiu o Genoma Database e o OMIM (Online Mendelian Inheritance Database), como parte do Projeto Genoma Humano. Voltou para a Holanda em 1995 para estabelecer o novo departamento de Genética Humana da Universidade de Utrecht. Um tema de pesquisa durante esse período foi a genética da reprodução humana feminina e a busca de genes determinantes da idade da menopausa.

Aposentou-se em 2004 e mudou-se para o Brasil, onde é co-diretor do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Células-Tronco em Doenças Genéticas Humanas e desenvolve o curso English for Scientists para pós-graduação. É autor e co-autor de mais de 300 publicações científicas, membro da Academia de Ciências da Holanda e recebeu inúmeros prêmios inernacionais.

Linhas de pesquisa

Desenvolve atividades voltadas para teorias sobre a contribuição das avós na sobrevivência dos netos e consequências para a seleção dos perfis de fertilidade femininos; as vantagens práticas da análise associada dentro da família; a contribuição da premutação FMR1 ao envelhecimento ovariano em famílias e populações; correção de diferenças de geração dentro de famílias com risco de doenças genéticas. A maior parte desses tópicos envolve modelos computacionais. Com o seu envolvimento no programa, voltou-se para os problemas do envelhecimento e longevidade das células-tronco e como podem impactar a longevidade e saúde dos seres humanos, e como os limites da estabilidade do genoma das células-tronco, incluindo CNVs, podem influenciar o envelhecimento e a diferenciação dessas células

10 favorite articles selected from ~ 450 peer reviewed articles, book chapters and edited books. 15180 citations. H-index is 64 in Google Scholar. Citation scores for favorite articles in brackets.

1. Reeders, S.T., Breuning, M.H., Davies, K.E., Nicholls, R.D., Jarman, A.P., Higgs, D.R., Pearson, P.L. and Weatherall, D.J. (1985) A highly polymorphic DNA marker linked to adult polycystic kidney disease on chromosome 16. Nature, 317, 542-544. (711)

2. te Velde, E.R. and Pearson, P.L. (2002) The variability of female reproductive ageing. Human reproduction update, 8, 141-154. (538)

3. Den Dunnen, J., Grootscholten, P., Bakker, E., Blonden, L., Ginjaar, H., Wapenaar, M., Van Paassen, H., Van Broeckhoven, C., Pearson, P. and Van Ommen, G. (1989) Topography of the Duchenne muscular dystrophy (DMD) gene: FIGE and cDNA analysis of 194 cases reveals 115 deletions and 13 duplications. American journal of human genetics, 45, 835. (494)

4. Pearson, P.L., Bobrow, M. and Vosa, C.G. (1970) Technique for identifying Y chromosomes in human interphase nuclei Nature, 226,78-80. (483)

5. Bobrow, M., Madan, K. and Pearson, P. (1972) Staining of some specific regions of human chromosomes, particularly the secondary constriction of No. 9. Nature, 238, 122-124. (243)

6. Bakker, S., Meulen, E.v.d., Buitelaar, J., Sandkuijl, L., Pauls, D., Monsuur, A., Slot, R.v.t., Minderaa, R., Gunning, W. and Pearson, P. (2003) A whole-genome scan in 164 Dutch sib pairs with attention-deficit/hyperactivity disorder: suggestive evidence for linkage on chromosomes 7p and 15q. The American Journal of Human Genetics, 72, 1251-1260. (242)

7. Bakker, E., Goor, N., Wrogemann, K., Kunkel, L., Fenton, W., Majoor-Krakauer, D., Jahoda, M., Ommen, G.v., Hofker, M. and Pearson, P.L. (1985) Prenatal diagnosis and carrier detection of Duchenne muscular dystrophy with closely linked RFLPs. The Lancet, 325, 655-658. (157)

8. Den Dunnen, J., Bakker, E., Breteler, E.K., Pearson, P. and Van Ommen, G. (1987) Direct detection of more than 50% of the Duchenne muscular dystrophy mutations by field inversion gels. Nature, 329, 640-642. (177)

9. Bakker, E., Van Broeckhoven, C., Bonten, E., Van de Vooren, M., Veenema, H., Van Hul, W., Van Ommen, G., Vandenberghe, A. and Pearson, P. (1987) Germline mosaicism and Duchenne muscular dystrophy mutations. Nature, 329, 554-556. (157)

10. Pearson, P. and Bobrow, M. (1970) Definitive evidence for the short arm of the Y chromosome associating with the X chromosome during meiosis in the human male. Nature, 226, 959-961. (140)