O que pesquisamos

O nosso principal objetivo é ampliar nossa compreensão a respeito da função e controle da expressão gênica, através do estudo de doenças genéticas com um maior enfoque no desenvolvimento neuromuscular, neurológico, comportamental e desenvolvimento humano. Uma parte fundamental de nossa missão é contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias para tratamento de condições genéticas ou adquiridas, principalmente através de pesquisas com células-tronco. Para atingir estes objetivos o primeiro passo é identificar os genes responsáveis pelas doenças genéticas e os mecanismos que modulam a gravidade dos fenótipos ou quadros clínicos.

A identificação dos genes associados às doenças que apresentam padrões atípicos de herança ou hereditariedade complexa ainda é um grande desafio. Para o mapeamento e identificação de genes de susceptibilidade a doenças multifatoriais, estamos usando técnicas de análise genômica de última geração (next generation sequencing) e analise de variação de números de cópias de segmentos de DNA de alta resolução (array CGH), estudando molecularmente a população de afetados de interesse e de indivíduos normais. Incluem-se também a caracterização genômica de indivíduos com envelhecimento saudável. Além disso o CEGH-CEL em colaboração com outros centros (Faculdade de Saúde Pública e Instituto de Pesquisas Albert Einstein) desenvolve um grande projeto sobre o envelhecimento normal, o Projeto 80mais. Nessa pesquisa serão analisados os genomas e cérebro funcional de uma amostra de mais de 1000 idosos saudáveis. Essa amostra servirá também como um banco “genômico” da população normal.

Por fim, a possibilidade futura de tratar pacientes afetados é um de nossos principais objetivos que está sendo pesquisado através de células-tronco – como modelo de doenças genéticas- além de terapia celular e gênica utilizando diferentes modelos animais. Para realizar essas pesquisas temos no CEGH-CEL várias linhagens de camundongos e cães com enfoque em doenças neuromusculares e malformações craniofaciais e estamos introduzindo o zebrafish para ampliar esses estudos.

As nossas principais linhas de pesquisas e objetivos consistem em:

  • Definir os fatores genéticos responsáveis por doenças genéticas humanas – incluindo a identificação de novos genes principais responsáveis por doenças genéticas raras e comuns, e a caracterização de mecanismos que modulam a expressão genotípica incluindo potenciais genes modificadores.
     
  • Caracterizar mecanismos fisiopatológicos de genes envolvidos com doenças genéticas raras.
     
  • Caracterização da variação genética da população normal de São Paulo;
     
  • Desenvolvimento de abordagens terapêuticas para doenças genéticas, incluindo o uso de células-tronco para modelar doenças genéticas e terapia celular comparando o potencial regenerativo das células-tronco de diferentes origens, terapia gênica e abordagens farmacológicas.
     
  • Expandir nossa investigação básica e pré-clínica, utilizando células tronco em diferentes modelos experimentais, visando aumentar o conhecimento sobre o crescimento e a diferenciação celular e contribuir para potenciais terapias em doenças degenerativas.
     
  • Estabelecimento de um banco de células tronco e de DNA, obtidos de indivíduos portadores de diferentes doenças genéticas e de indivíduos normais da população geral, como grupo controle.
     
  • Estabelecimento de um banco de Amostras de DNA de pessoas com mais de 80 anos, gozando de boa saúde e que será correlacionado com a atividade cerebral investigada através de ressonância magnética.
     
  • Estabelecimento de infra-estrutura para produção de células tronco humanas de vários tecidos principalmente adiposo, cordão umbilical, polpa dentária e músculo além de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSC) de acordo com as boas práticas de manipulação e com os padrões vigentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Para conseguir esses objetivos, além do projeto CEGH-CEL que é um dos projetos FAPESP-CEPID (Centros de pesquisa, inovação e divulgação) também contam com o suporte financeiro de mais dois projetos de grande porte:

Projeto INCT: Células-tronco em doenças genéticas (Apoio CNPq/FAPESP, coordenação: Mayana Zatz);

Projeto CTC: Terapia celular em doenças genéticas: neuromusculares, craniofaciais e neurológicas. (Apoio FINEP), coordenação Maria Rita Passos Bueno - Este projeto ainda não está em funcionamento.